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there’s an endless road to rediscover

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Sábado, 28.01.17

Os pássaros não voam, são levados pelo vento.

Os peixes não nadam, são dirigidos pela água.

Os humanos não devem constantemente tentar mudar as suas vidas,devem deixar a vida correr livremente.

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por sómaiscincominutos às 22:57

O Reposicionamento

Domingo, 17.04.16

 

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Isaurinha resolveu fazer Rebranding ao seu estabelecimento de cabeleireiro.

A estratégia passou por alterar o logo, tentando dessa forma modificar a perceção negativa da marca e assim poder distanciar-se da concorrência próxima, bem como apostar na diferenciação.

Para definir a sua nova estratégia decidiu recorrer aos serviços de consultoria de marketing de um grande especialista em imagem de marca, Toninho Coxo o qual, ostenta como expoente máximo no seu curriculum o negócio da alteração do brand posicional dos elementos da Tabela Periódica, passando esta tabela a ter como seu primeiro elemento o roentgênio, com massa atómica 272 por permuta com o hidrogénio representado pelo símbolo H e cujo número atómico é 1, assim se obtendo uma monumental confusão na configuração e preenchimento dos diferenciados níveis quânticos dos elétrons.

O resultado do rebranding encetado por Isaurinha cabeleireira teve um desmedido impacto nas operações do seu estabelecimento, conduzindo a uma nova atuação pelo que, a estrutura de funcionamento interno do cabeleireiro teve que ser ajustado perante as novas realidades e consumando como objetivo próximo o identificar de um estilo muito próprio para cada cliente(a).

O estabelecimento comercial agora renovado passou a realizar diversas alterações ao visual de distintas figuras públicas locais e quiçá regionais, tais como corte, coloração natural á base de ácido tânico e manutenção de unhas de gel, obviamente com a preciosa ajuda da manipulação de várias utensílios e ferramentas tais como tesouras, navalhas e pentes para as ditas manipulações pseudo-capilares.

O espaço foi decorando segundo as novas tendências criativas utilizando misturas de texturas e brilhos. O ambiente exibe um porcelanato pastel geométrico em uma faixa intermédia da parede, comprovando a tendência dos revestimentos com efeito tridimensional.

Da equipa constituinte há que salientar um trabalho perfeito, atendimento agradável. Em suma ótimos profissionais.

Está na hora de visitar este cabeleireiro agora refundado.

E a prepósito, também servem ao almoço um espetacular bacalhau á Zé do pipo!

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por sómaiscincominutos às 19:13

Desencontrados

Domingo, 24.01.16

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Domingo de manhã onze horas.

-Mimy aguardas por mim no largo ali em frente está bem?

-Sim vai buscar então o carro enquanto eu levanto o teu cartão de cidadão e espero-te então no largo. Afirma por sua vez Mimy para o Bernardo!

 

Bernardo sai do edifício em passo lento, e cambaleante, consequência dos resquícios que ainda faziam mossa resultado da última intervenção cirúrgica a que recentemente tinha sido submetido.

O automóvel encontrava-se estacionado ali próximo, na rua das galerias, Miguel Bombarda.

A caminho observa os moinas no seu trabalho diário, de jornal em riste indicando possíveis lugares de estacionamento. Bernardo pensa para si, “foda-se se estes gajos trabalham ainda menos que as 35 horas dos FP (funcionários públicos) e tem um salario muito superior ao meu e responsabilidade igual a zero!”

 

Continua com o seu passo normal a caminho do local onde tinha o carro estacionado agora indiferente a tudo que o que o circunda.

Entretanto chega ao local, e observa excitado a abanar a cauda o seu “jequinho” que tinha ficado no interior do automóvel enquanto ele Bernardo e Mimy tinham ido visitar o velhinho que está internardo no hospital.

Bernardo entra no carro e arranca em direção ao local que tinha acordado em tomar a Mimy, o largo em frente ao hospital, a Trav. do Carregal.

Entretanto Mimy depois de ter levando ambos os documentos no guiché da receção, resolve vir para o largo onde acordou esperar por Bernardo, o Largo do prof. Abel Salazar. Chega rapidamente ao sítio e fica á espera do Bernardo.

Bernardo passado um quarto de hora após ter-se separado da Mimy chega ao local que tinha acordado se encontrar com Mimy. Estranho, não vê Mimy!

Mimy consulta o seu relógio e pensa para si, “O Bernardo já deveria ter chegado! ”

Pega no telemóvel e liga para o número do Bernardo. O telemóvel toca, toca e, Bernardo não atende!

 

Passam trinta minutos e Bernardo desliza instintivamente a mão para o bolso para pegar no telemóvel e ligar á Mimy.

-Porra deixei o telemóvel em casa!

O tempo passa e Mimy e Bernardo desesperam um pelo outro!

 

A travessa do Carregal dista cento e cinquenta metros do Largo Prof. Abel Salazar.

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por sómaiscincominutos às 17:28

Uma rapidinha

Terça-feira, 05.01.16

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Mesmo sendo de tempo reduzido cada um dos debates entre candidatos a Presidente, não conheço ninguém que tenha visto um na sua totalidade.

Valha-nos pelo menos aqueles que podemos assistir entre o Zé Pina e o Pedro Guerra, para que isto não se torne realmente tão triste!

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por sómaiscincominutos às 11:49

proto piropo

Quarta-feira, 30.12.15

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 "és bonita como uma sereia, metade mulher metade baleia!!!

 

Publicidade estática e vertical não incluída.409 Milhões,457,5 Milhoes,446 Milhões,7 épocas e meia,12 épocas e meia. NOS, MEO, Altice, cláusula de 20%, Camisolas da meo,canal do clube, Benfica sede canal em exclusivo, Porto Canal tv, clube que fica a ganhar, Operadores vão rentabilizar, vão diluir o valor pelos vários imponderáveis.

Quem tem o melhor contrato dos três clubes. Confusão de números, Bruno de Carvalho incomodado com as perguntas.515 menos 416 milhoes,Sporting. Comparações feitas, análise dos ativos vs custos dos ativos, renegociar, eu consegui mais dinheiro de que tu. Há muitas maneiras de fazer as contas. Vamos pagar mais? Direitos de exploração comercial dos espaços publicitários dos estádios. Braga, Marítimo, Rio Ave...............blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá !

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por sómaiscincominutos às 20:41

O follow up

Segunda-feira, 21.12.15

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Eles eram um casal muito simpático e aparentemente continuavam a viver um grande amor após um casamento que fazia 50 anos nesse preciso dia.

Como sempre, religiosamente jantavam por volta das 20 horas, naturalmente a dois, visto que os filhos á muito que tinham deixado a casa paterna.

Nesse dia haveria lugar a um jantar com carácter especial, afinal não eram todos os dias que se comemoram as bodas de ouro.

Helena, assim se chamava a senhora vestia nesse dia e propositadamente para o jantar um lindo vestido azul-marinho.

Joaquim o seu amado marido vestiu o seu melhor fato, que não o do casamento atendendo a que o seu corpo um pouco mais disforme já não o poderia aceitar, no entanto a gravata que colocou essa sim, era a mesma que usou nessa memorial data afastada.

A refeição como sempre era acompanhada com uma magnífica boroa de milho e a qual estava associada uma rotina inicial muito própria e que constava do seguinte:

Helena principiava por cortar uma fatia dessa boroa de milho com a ajuda de uma magnífica faca de prata. À fatia pré cortada e com um fino primor Helena voltava a recortar o miolo da mesma. Pegava no dito miolo entre os dois dedos singelos da sua mão e com um gesto pausado aproximava-a dos lábios do seu amado dizendo com uma voz terna

Para ti meu amor!

A côdea era invariavelmente comida por Helena.

Nesse dia em que perfaziam cinquenta anos de vida em comum Helena resolveu dizer basta e de forma convicta assumir a sua emancipação escolhendo para vincar esse ato de rebeldia o simbolismo da repartição da fatia da boroa.

Assim, nesse dia após separar o côdea da boroa do seu miolo, levou lentamente este ultimo á boca e comeu-o num ápice deixando o seu amado esposo com olhar perplexo.

Meu amor diz o Joaquim para Helena

O que se passa consigo? Sempre nestes cinquentas anos da nossa vivência comum a côdea foi a sua porção da    fatia da broa. Porquê esta ação tão desconcertante agora Helena?

Julguei que era essa a parte que você sempre desejava para si!

Ao que Helena respondeu.

Não meu estimado marido, sempre detestei a côdea, você é que nunca fez comigo o indispensável follow up!

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por sómaiscincominutos às 19:15

A new (great) nickname for Hillary

Quinta-feira, 21.05.15

 

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por sómaiscincominutos às 00:00

uma saída

Domingo, 03.05.15

 uma porta,

um corredor,

um jardim,

uma janela,

um concerto,

um órgão,

um olhar,

uma ponte,

uma piscina,

umas botas,

uma arrecadação,

um pensamento,

um telhado no teto do Mundo,………um encontro.

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por sómaiscincominutos às 20:19

O compromisso

Sábado, 25.04.15

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É confrangedor mas o que prepondera nos tempos atuais e transversalmente a todas as organizações é a ausência de ideias inovadoras, a arrogância mesquinha dos pequeninos poderosos, que quando confrontados com a realidade reagem violentamente com uma argumentação repleta de lugares comuns, contradições insanáveis e de aflitivas banalidades.

Em suma um discurso vazio. A mediocridade é contagiante.

Não temos líderes e, que falta que eles fazem.

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por sómaiscincominutos às 14:46

O festim

Terça-feira, 24.03.15

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Bernardo e Cíntia amavam-se e fizeram uma jura eterna de nunca se separarem em circunstância alguma.

As conjunturas da vida obrigaram Bernardo a viajar para o Oriente, e por lá ficou por um período superior ao que primitivamente esperaria.

O contacto com Cíntia, inicialmente era constante e diário, com o avançar dos dias, das semanas este contacto foi-se dilatando.

Entretanto passaram-se meses, mas ainda não um ano.

Certo dia pela manhã, recebe um SMS de Cíntia.

Não era normal aquele SMS, mesmo nada normal!

Cíntia escreveu:

 

‑ Bernardo, vou casar-me daqui a duas semanas, não podia deixar de te convidar para o meu casamento, ficava muito feliz com a tua presença.

Adoro-te Bernardo!

 

Bernardo faz forward do SMS e escreve a seguinte mensagem:

 

- Cintía lamentavelmente tenho que recusar o teu afável convite.Estou em plena lua-de-mel com a Patrícia Aleixo, aquela miúda que é top model, estás a ver quem é certo!

Também te adoro muito!

Bernardo,

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por sómaiscincominutos às 22:55

Percorrendo os caminhos do Arsénio

Segunda-feira, 02.03.15

 

Deixei, por fim,aquele carreiro que dir-se-ia de pirilampos e fui postar-me lá em cima, no planalto do hospital, para os ver entrar na mina.  

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A boca do túnel que lhe dava acesso, de dia a prolongar-se numa semiobscuridade……

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São Domingos transformara-se. De todos os seus pontos convergiam para a mina, por diferentes atalhos, numerosas lanternas, a sugerirem cortejos rituais de candeias avançando para o templo bárbaro onde se realizaria, com afiadas lâminas e copioso sangue, a cerimónia noturna dos sacrifícios.

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Às onze e meia, como sempre, uma sineta deu ordens e eles mergulharam na terra, a semelhança desses outros que se iam imolar em volta do amo morto, nos túmulos reais da velha Suméria. IMG_0539.JPG

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 O monstro subterrâneo, a quem ele acabara de fornecer a ceia, ia começar a digestão. IMG_0561.JPGIMG_0562.JPG

Só se ouvia o ruído da máquina a perturbar a noite, a romper aquela mentirosa aparência de inteira paz, sono calmo e nenhuma preocupação em toda a área de São Domingos. IMG_0597.JPG

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 Historial da Velha Mina

in Os Fragmentos , de Ferreira de Castro

 

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por sómaiscincominutos às 00:03

Hellas

Domingo, 25.01.15

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A Esperança Venceu

 

 

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por sómaiscincominutos às 19:09

Avaliação d`uma Estrela Michelin

Domingo, 28.12.14

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Bernardo habitual frequentador de tascosos de 3ª categoria usufruiu de uma ocasião gastronómica única, degustar um almoço no Ristorante Nuova trattoria Dac a trá.

Uauhhh! - trata-se de um restaurante estrela Michelin!

A reação inicial é de excitação pré orgasmo, sequenciada de um leve formigueiro de ansiedade.

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 O restaurante está situado na encosta a sul de Castello di Brianza (LC) Itália num prédio renascentista tardio, amarelo ocre.

A entrada é de uma decoração simples com temas ligados a histórias para crianças tipo coelhinho de Natal.

Logo após aceder á entrada Bernardo questiona-se.

- Será que vou confrontar-me com um milhar de talheres e copos simetricamente distribuídos á direita e á esquerda do prato? - Qual o primeiro talher a utilizar?

- Uso o mais afastado posicionado do lado direito do prato? Uso o mais próximo?

Enfim o dilema será sempre ultrapassado bastando copiar os restantes comensais gastronomicamente totós que o acompanham nessa prova.

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 Sala magnificamente decorada em tons imaculadamente rosa light e com temas ligados ao desporto rei, provavelmente porque o proprietário deste restaurante foi uma antiga estrela do Calcio.

Bernardo senta-se apoiado ao encosto da cadeira, cuidando a postura e tendo a preocupação de não apoiar os cotovelos sobre a mesa.

Porra pensa Bernardo. O menu é à la carte e em Italiano. Isto vai de mal a pior!

Há que tentar fazer-se de entendido!           

Para as entradas a sua escolha aponta para I rossoneri scendono in campo!

E para prato principal a seleção recai num Risotto alla zucca e fonduta di stracchino fresco, acompanhado de um magnífico Cabernet Sauvignon Assolo Riserva 2006

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 Início do repasto, agora o importante é seguir a etiqueta á mesa a qual é também sinónimo e forma de expressar profissionalismo, respeito e segurança.

Em contraposição ás regras americanas faz uso do estilo europeu de etiqueta o qual, é o mais sóbrio e tradicional e adequado á educação de periferia adquirida ao longo de anos e anos de socialização. Durante todo o tempo o garfo fica na mão esquerda e a faca na mão direta. O garfo é usado com os dentes para baixo.

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 Bernardo tem um especial cuidado aos mastigar alimentos. Come de boca fechada e procura não fazer barulho enquanto come!

Sabia bem o arrotinho da praxe mas maldita etiqueta,afinal está d`entro duma estrela michelin!

Ufa suspira Bernardo até que enfim prato finalizado. Ataquemos a sobremesa que aqui designam por “dessert”. Escolhe algo que pronunciado lhe parece bastante sonante, logo deve ser comestivel.

Terrina di cioccolato, banana marinata e gelato al rum.

Finalmente o almoço é finalizado com algo que nesta degustação é pela primeira vez familiar, o indespensável e saudoso “cimbalino”.

E, avaliação final de Bernardo “critico” deveras experiente neste metier!

Projecto interessante e com ideias claras,técnica de restaurante gourmet,cozinha não bizarra,boa relação qualidade / preço ,equipa jovem capitaniada pelo também jovem chef Stefano Binda,formula com sucesso unânime entre público e críticos.

 

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por sómaiscincominutos às 19:55

Biografia não autorizada de um filósofo numa dúzia de linhas

Quarta-feira, 26.11.14

  

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projeto de casas de Valhelhas;

aterro da Cova da Beira;

licenciatura em engenharia civil com cadeiras feitas ao domingo;

escutas conversas com armando Vara no caso Face Oculta;

caso Freeport;

Lena a construtora do regime;

caso Monte Branco;

compra da tvi pela PT;

pseudo pós graduação em higiene sanitária;

aprovação dos tão convenientes RERT´s;

rendas milionárias das PPP e favorecimento de decisores no processo das PPP rodoviárias:

plano nacional de barragens com custos para o estado 16 mil milhões de euros;

a farsa do aeroporto de Beja;

mega-investimentos em novas escolas (Parque Escolar) e pagamentos avultados a determinados fornecedores...;

 

e continua!

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por sómaiscincominutos às 22:28

O Enólogo , pós ensaio

Quarta-feira, 05.11.14

O vinho é um ato de criação que reflete a personalidade do enólogo que lhe transmite uma parte do seu carácter.

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Vou dar uma volta á vida.

Realizar o meu sonho de sempre.

Mandar às ortigas a engenharia! Vou tornar-me enólogo ou, químico do vinho.

Não há nada como, pegar no copo, fazer cara de entendido, girar o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, snifar dentro da taça, revirar os olhos, falar um monte de coisas complicadas tais como taninos, frutados, chocolate, baunilha, carvalho francês e depois olhar para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entenderem de vinhos tanto quanto eu.

Não há nada como nos sentirmos como os elitistas do vinho e, já agora chamar de cultura o tomar um grande e agradável pifo....

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por sómaiscincominutos às 23:38

Como Ele Realmente Funciona?

Segunda-feira, 20.10.14

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Jogar com a imprevisibilidade, não sendo constante nas atitudes para que as pessoas não saibam exactamente como irás reagir perante determinada situação.

Tornar o eventual e o casual sem previsão e de sucesso provavelmente imprevisível.

Instigando ou estimulando através da visão diferenciada de ver o mundo a invenção do diferente....

 

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por sómaiscincominutos às 23:41

Oreiades

Terça-feira, 14.10.14

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 Que hoje seja um dia em que consegues, simplesmente, encher-te de amor por ti mesmo

o que fará do dia de hoje um dia mágico, aconteça o que acontecer, façam os outros o que fizerem!

 

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por sómaiscincominutos às 23:44

Reconstruir

Domingo, 03.08.14

Restaurar

Reedificar

Reformar

Refazer

Refundir

Remodelar

Remontar

Melhorar

Modificar

Emendar

Inovar

Aposentar

Corrigir

Restabelecer

Retocar

Recompor

Reestruturar

Renovar

Reorganizar

Reparar

Reerigir

Reerguer

.

.

Iniciar mais uma vez ? Sim

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por sómaiscincominutos às 12:57

O avental

Domingo, 03.08.14

 

 

O assunto nasceu de uma conversa informal entre Bernardo e Zé Manel, vendedor e representante comercial de uma conhecida marca de azeite Francês.

-Bernardo tem que pertencer ao Grupo. Necessitamos de pessoas com as tuas características.

Olha o Vitor Sá Miguel é membro e destacado!

Diz-me onde moras? Terá que ser via manda-chuva local a formalização do pedido.

-Vivo em Beloi, próximo da praça de toiros.

O quê! Desconhecia a existência de uma praça de toiros em Beloi!

-Sim, toureiam-se lá óptimas vaquinhas, daquelas que tu gostas e, és capaz de domar facilmente.

-Bernardo não me ofenda, sabes bem que não consegui a alternativa como matador, porque tive que começar a vender azeite aos doze anos. Mas fora provocações tudo bem, vou falar com o doutor Mendes nosso cacique local e comentador desportivo de futebol numa das estações de televisão generalistas.

-Vou tentar motivá-lo para que ele nos receba e fale contigo sobre a tua aceitação como serralheiro aprendiz no seio do Grupo!

Bernardo não diz que sim nem que não. Tinha ouvido falar vagamente sobre o Grupo, sabia que era uma sociedade semi-secreta e que os membros se tratavam por irmãos. Também tinha a vaga percepção que os membros do Grupo tinham forte influência nos centros de decisão.

Resolveu então pesquisar na internet tudo sobre o grupo.

Pode ler então que o grupo é uma sociedade fraternal, de caracter universal, cujos membros cultivam o aclassimo,os princípios da liberdade, a democracia e igualdade e que admite no seu seio todo homem livre e de bons costumes sem distinção de raça e religião.

Após tudo o que leu e pesquisou não divisou nada que justificasse o porquê do ódio visceral que os papa-hóstias tinham ao Grupo.

Dedutivo da pesquisa e aos seus olhos tudo lhe pareceu razoável e começou a pensar seriamente na boa oportunidade que era a adesão ao Grupo.

Entretanto, e como nunca mais voltou a estar com o Zé Manel o tema ficou adormecido.

A vida de labuta do Bernardo continuou na sua habitual normalidade e de uma porfia absoluta. Ou seja casa trabalho e trabalho casa, intervalado cada período de cinco dias com duas tardes de fins-de-semana passados a ver montras no centro comercial com a família, os quais eram impreterivelmente finalizados no fim com a bebida de um fino acompanhado do respectivo pratinho de tremoços salgados.

Até que, nova reunião de trabalho com o Zé Manel volta a ocorrer!

-Bernardo diz Zé Manel com ar eufórico e com a voz embargada de emoção, já falei com o chefe da oficina de Beloi o doutor Mendes, estás a ver aquele que é comentador de futebol na TV? Está disposto a ter a tal conversa contigo. Vai tentar descortinar se o teu perfil psicológico se adequa á de serralheiro livre.

-Sabes por acaso que já somos cerca de seis milhões distribuídos por todo o Mundo?

Sabia lá Bernardo da quantidade de membros que fazem parte da fraternidade, começou logo a imaginar a importância que seria para ele em fazer parte de um Grupo tão grande e com influência nos destinos da sociedade.

Chega entretanto o dia da conversa com o Chefe da Oficina do local.

Fica combinado um encontro com o doutor Mendes no café Central do lugarejo.

Bernardo chega á hora marcada, a sua pontualidade adquiriu-a aquando da sua passagem no período do pré primária no colégio inglês das Irmãs Santinhas de Trás da Porta.

O doutor Mendes já lá se encontrava. Cumprimentam-se e cada um mandou vir uma Coca-Cola servida em copo de vidro com duas pedras de gelo e uma rodela de limão.

A conversa inicia-se com um conjunto de banalidades e, ao fim de cinco minutos Bernardo começa a receber uma injecção de filosofia relacionada com o Grupo.

Houve entre outras coisas como;

…. a filosofia do Grupo separa o valioso do sem valor nas doutrinas e sistemas que a História conheceu;

…… coloca o homem no centro de sua preocupação e trabalha pela crescente melhora de suas condições vitais.

A meio da conversa Bernardo já bocejava de sono com tanta treta filosófica e é acordado já com as conclusões finais sobre a relação que havia entre filosofia do Grupo o Socratismo e o Aristotelismo e mais ainda do Estoicismo e do Senequismo.

Bernardo abana com a cabeça como que anuindo de que estava perfeitamente de acordo com tudo que acabava de ser dito. Manifesta então como é de bom-tom o desejo espontâneo declarando que, livre e conscientemente deseja participar na Causa.

 

Continua um dia....

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por sómaiscincominutos às 12:30

Uma palavra forte

Sexta-feira, 23.05.14

 

Crime......

 

Em que há crime ou culpa,

Havendo uma intenção criminosa,

Homicida matador,

Assassino criminoso,

Bandoleiro,

Celerado malfeitor,

Salteador,

Réu sentenciado,

Cangaceiro,

Facínora,

 

 

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por sómaiscincominutos às 21:30

O tasco do Santo

Domingo, 23.03.14

 

 

 

O tasquinho do Santo situa-se numa quelha recôndita da zona histórica da vila.

Paredes de pedra com meio metro de espessura e tecto com traves de madeira de carvalho.

O acesso é feito por porta de ferro, desce-se três degraus e acedemos a uma de duas divisões principais do tasco, a zona do balcão corrido com tampo de mármore cinzento onde os mais apressados podem comer sentados em bancos altos de madeira.

 

O prato do dia é visível escrito numa lousa preta. Há sempre duas refeições caseirinhas e gostosamente saudáveis. Aqui não há lugar ao fast food industrializado.

Normalmente quem acaba de chegar tem uma pequena espera, porque a sala de jantar do tasquinho é minúscula e com lugar para dúzia e meia de comensais no máximo.

A espera pode ser aproveitada com a leitura enviesada do jornal desportivo disponibilizado pelo tasquinho.

 

A figura do santo popular que dá o nome a tasca está presente num nicho com lamparina de azeite permanentemente acesa.

Nas paredes estão colocados desenhos, estilo naïf, de crianças que acompanham os pais na sua refeição ao tasquinho, e que pelo estilo evidenciado darão futuros Miró ou Dali.

A toalha e guardanapo são de papel imaculadamente branco.

A refeição é iniciada pelas habituais entradinhas de bola de carne e fatias de presunto.

A acompanhar a refeição há lugar ao degustar de um bom vinho tinto de garrafão.

Clientela heterogénea, com todas as camadas sociais presentes. Ao lado do trolha senta-se o doutor, o mecânico com fato-macaco manchado de óleo ou o pequeno empresário.

 

A dona, sempre a correr trazendo os pratos às mesas e quando o cliente que finalizou a refeição entra numa de fazer sala, leva logo a "boca" que há clientes a aguardar por mesa disponível.

Há sempre uma velhota com o seu reumático crónico e com as suas constantes queixas e lamúrias, quer faça frio quer esteja um calor de rachar.

Depois do prato principal e para complementar a refeição há umas saborosas papinhas ou caldo verde.

No fim o doce da casa de receita própria, de comer e chorar por mais.

 

No acto de pagar as contas que são feitas pelo dono numa calculadora gigante.

O acerto das contas vá-se lá saber porquê, é sempre favorável á casa. De qualquer forma o preço final é acessível.

Vale pelo ambiente e sabores.

Bem-haja.

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por sómaiscincominutos às 00:03

Histeria em volta do manifesto dos 74

Domingo, 16.03.14

 

É vergonhoso ver a violência senão mesmo pornografia verbal com que os escrivas de serviço comentam as ideias preconizadas no "Preparar a Reestruturação da Dívida para Crescer Sustentadamente", um documento parece-me intencionalmente equilibrado, que pretende contribuir com uma possível solução e não a solução que evite o empobrecimento por mais uma geração da quase totalidade da população Portuguesa que, maioritariamente não contribuí directamente para o descalabro das contas públicas. Documento esse que deveria ser recebido para o aprofundar das ideias das vias possíveis para o nosso futuro colectivo.

É muito fácil quando se está de “barriga cheia”, quando se tem um emprego de consultoria bem pago e quando não se tem a percepção que o bem-estar individual pode ser circunstancial, ter a insensibilidade de defender para a maioria dos seus concidadãos o caminho da pobreza generalizada, o desemprego das camadas mais jovens e tecnicamente bem formadas ou a sua emigração forçada.

É intelectualmente desonesto querer impor para os velhos e reformados um fim de vida de sobressalto e de medo constante.

São gente que aparentemente ficou deslumbrada com o sucesso da fórmula simples de que se não comes anulas o respectivo custo.

A chatice vai ser quando como consequência desta receita vigente e unicamente admitida por essas brilhantes mentes o próprio regime democrático tornar-se questionável e com resultado indeterminado.

Mas enfim, num país que uma das notícias principais de Domingo é uma manifestação de adeptos de futebol que questionam justezas de arbitragens a que o seu clube bem sendo sujeito, está tudo dito!

 

 

 

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por sómaiscincominutos às 13:41

OS POBRES

Terça-feira, 11.03.14

 

 

Pedro tem a idade de vinte e sete anos.

Vive num lugarejo com nome de Beloi, na periferia do Porto e sonha um dia ir viver com a sua família para o bairro social de “Sucupira” em São Pedro da Cova, espécie de Quinta do Lago dos pobres.

A sua companheira é a Vanessa de vinte e cinco anos.

Vivem com três filhos Joel, Tânia e Marta, respectivamente com nove, oito e cinco anos.

Só o mais novo é filho comum do jovem casal.

Os dois filhos mais velhos são fruto dos desencontros de juventude do Pedro com uma vizinha de seus pais, vinte anos mais velha do que ele e com o homem a “bulir” duro como serralheiro tubista nas estepes geladas da Rússia.

Do agregado familiar faz parte ainda a sogra do Pedro de seu nome Gertrudes Maria, viúva com a idade de 60 anos e reformada por invalidez, consequência da perda de um dos membros superiores guilhotinado numa máquina de fazer penicos de alumínio.

 

A casa onde vivem é um modesto casebre de dezasseis metros quadrados, de paredes de tijolo não rebocado e coberta com telhas de fibrocimento com um teor mortífero em amianto de treze por cento.

O casebre é composto por três divisões. Uma sala, que á noite se transforma em quarto das duas crianças mais velhas e da dona Gertrudes Maria e que tem como cama um velho sofá de veludo azul coçado, com um único braço.

A segunda assoalhada é o quarto onde existe uma única cama que é partilhada pelo casal e pela sua filha mais nova. Neste quarto, está disposto á largura de toda uma das paredes o único roupeiro da casa apinhado com a roupa contrafeita de toda a família, maioritariamente adquirida em feiras ou na “Loja dos Pobres”.

A sala é dominada por um plasma TV LED de cento e trinta e nove centímetros, com resolução nativa de mil e duzentos por mil e oitenta pixels, adquirido através de um empréstimo a taxas de juros proibitivas de dez por cento ao mês e cujo incumprimento nos pagamentos provocou a primeira penhora ao ordenado do Rui.

Na parede oposta domina um poster gigante com o símbolo clubístico do Porto, um dragão estilizado.

A cozinha é uma área exígua de seis metros quadrados equipada para além de uma mesa sem a quarta perna, alguns bancos de madeira de cor branca a apresentar um desgaste acentuado, um “freezer” e uma placa de cozinhar vitrocerâmica.

 

A energia eléctrica de que necessitam e que garante as condições mínimas de conforto é descaradamente roubada via baixada monofásica feita a partir de um poste da rede pública.

 

Casa de banho a casa não tem. Há uma retrete comum às seis habitações que compõe a “ilha da Mouca”, situada nos fundos da ilha.

Como é comum nestas ilhas instalações para banhos não existem e os seus moradores satisfazem esta necessidade básica nos balneários públicos construídos pela Junta de Freguesia, situados a cinco minutos da ilha onde a família do Pedro vive.

 

O seu dia inicia-se por volta das cinco e trinta da manhã e tem como primeira tarefa o levantar dos filhos ainda meio adormecidos.

A preparação dos filhos leva cerca de quarenta e cinco minutos, e é tarefa a executar na sua totalidade pela Vanessa, normalmente acompanhada de grande confusão e gritaria.

O pequeno-almoço dos filhos e refeições é feito na escola e infantário desde que os responsáveis dessas instituições se aperceberam de fenómenos de subnutrição das crianças.

Por volta das seis e trinta, estão a apanhar o primeiro transporte público que os coloca trinta minutos mais tarde no centro da localidade, onde se localiza a escola básica pública dos dois filhos mais velhos e o infantário de uma instituição religiosa de solidariedade social onde é descarregada durante as próximas oito ou nove horas a filha mais nova comum do Pedro e da Vanessa.

 

O casal dá continuidade á sua jorna diária e preparam-se para apanhar um novo transporte púbico cujo destino final fica próximo do emprego precário de ambos.

Por volta das sete e quarenta e cinco estão a entrar na fábrica de fundição de acessórios de alumínio onde trabalham, a troco de um salário pornograficamente mal renumerado. Ele como forneiro servente, ela como empregada de limpeza a meio turno.

O dia de trabalho é uma espinhosa rotina como todos os outros restantes dias do ano.

O Pedro tem um trabalho árduo e de forte exigência física constantemente sujeito a forte stress térmico e sem quaisquer pausas que permitam alguma recuperação.

É constantemente pressionado pelo capataz a trabalhar mais e mais rápido.

 

A meio da manhã é chamado aos Recursos Humanos, onde é confrontado com uma nova penhora parcial do seu misero ordenado de quatrocentos euros, efeito da falta do pagamento da segunda prestação do Tablet ipad de nove polegadas. É-lhe comunicado que a partir desse mês passa a receber somente cento e cinquenta euros líquidos.

O rendimento do agregado da família com os igualmente cento e cinquenta euros líquidos que a Vanessa recebe pela jorna de quatro horas diárias e a reforma da sogra passa a ser no seu total de quatrocentos euros.

Naturalmente que o confronto com este rendimento familiar é matéria-prima propício a um caldo comportamental de desequilíbrio por parte do Pedro, por vezes levado a laivos a roçar princípios de agressividade no seu relacionamento com os colegas de trabalho.

Só confia e respeita de forma cega uma única pessoa no trabalho, o engenheiro Bernardo que o admitiu na empresa após ter recebido uma cunha de um seu amigo de criação, o pai do Rui.

 

Almoçam juntos como a maioria dos colegas no restaurante social da fábrica, pagam um valor residual de dois euros pela refeição quente que lhes é servida. Esta é para ambos a refeição mais completa do seu dia e, por vezes a única.

A vida amarga que levam tiram-lhes qualquer vontade de conversar um com o outro durante o período do almoço.

 

A Vanessa durante a tarde anda á dias em diferentes casas de pessoas de classe média conseguindo acrescentar por vezes mais setenta euros ao parco rendimento colectivo do agregado e responsabiliza-se também por levantar os três filhos nas instituições de ensino.

 

No fim do dia e após jantar quando o há toda a família vai numa de social á Associação recreativa do lugarejo.

O casal toma o seu habitual café e bagaço.

O Rui aproveita para ler com alguma dificuldade as notícias do seu Porto no jornal desportivo disponibilizado pelo estabelecimento.

Discute com outros frequentadores da Associação, membros como ele da claque dos “ Super Dragões” de São Pedro os problemas que afectam este ano a equipa de futebol e preparam a logística da próxima deslocação da claque a Olhão.

A família finaliza em casa o seu dia olhando para o plasma as sucessivas novelas disponibilizadas pelas tevês generalistas.

Os filhos mais velhos realizam de forma incompleta os trabalhos da escola nos livros e material disponibilizado pela acção social sem que haja qualquer preocupação do casal em dar-lhes qualquer apoio nessa tarefa, dado que não têm conhecimentos escolares suficientes para tal e igualmente predisposição para a tarefa.  

 

A seguir: O fim-de-semana dos Pobres

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por sómaiscincominutos às 23:53

Biografia não autorizada de uma pastorinha

Sábado, 01.03.14

 Foto: Em construçãoA Pastorinha.

 

Sofia é a filha mais nova de dois filhos do casal beirão Antunes que teve pela força da conjuntura social e politica que se viviam no fim dos anos oitenta do século XX, primórdio do descalabro do Estado Social Europeu de imigrar para Angola no fim dos anos 80.

Em África o pai de Sofia um autêntico self-made man, fez-se empresário de sucesso conseguindo realizar a sua fortuna principalmente através da venda ao Estado Angolano de viaturas limpa neves em segunda mão.

A família retorna á Grande Aldeia no último ano do fim do mesmo século XX e, investe a sua colossal fortuna no sector híper especulativo do imobiliário.

O agora novo-rico Antunes tinha que segurar e rentabilizar os seus capitais e investimentos. Resolve então enveredar pelos caminhos da política. Através das comuns movimentações e influências torna-se o cacique regional do partido da Situação.

Como compensação dos relevantes serviços prestados á Pátria obviamente é agraciado pelo presidente no Dia da Raça com a comenda do Grã-Cruz da Xico Esperteza.

Á época Sofia está com dezoito anos e a estudar no décimo segundo ano num colégio de freiras da cidade de Castelo Branco. Tem uma ideia obstinada, entrar em Direito na Universidade de Coimbra.

É uma miúda absolutamente radiante, com uma linda carinha de menina, nariz arrebitado, cabelo meio curto, com o seu metro e setenta, magrinha e com uma postura erecta e verticalidade corporal resultado de dançar ballet.

Tem na moral católica conservadora a referência de vida e, é refém dessa mesma moral nos comportamentos que pratica no seu dia-a-dia.

Sofia tem um caso de intensa paixão semi-platónica não consumada com um jovem estudante de engenharia três anos mais velho de nome Bernardo.

Bernardo é um fedelho politicamente influenciado pelas leituras de Mikhail Bakunin e com a mania das grandezas de combater numa qualquer revolução libertadora de um qualquer povo oprimido.

Naturalmente que uma influência em Sofia de possíveis ideias esquerdistas não era de todo bem vistas pelo Sr. Antunes.

 

O Carlos tem vinte e oito, dez anos mais velho que a linda Sofia e uma história de vida complicada, começou a trabalhar aos treze como bate-chapas aprendiz, aprendendo a nobre arte de reparar as carroçarias de carros batidos com obstinação e infinita força de vontade.

Paralelamente á actividade profissional queima as pestanas nas Novas Oportunidades.

Aos vinte e dois entrou para o curso de gestão aeronáutica na Uni. Aos vinte e quatro termina o mestrado com a especialização na condução de balões a gás mostarda na mesma Universidade com a média final de curso de dezanove valores.

Após breve experiência como monitor convidado na Universidade resolve criar a sua própria empresa com capitais próprios nulos, numa de empreendedorismo tão característico do período que se vivia á altura na Grande Aldeia.

Cria então uma empresa de import-export de chupa chupas de sabores variados.

Na empresa é simultaneamente CEO, Director de vendas e Chefe de armazém, um case study da aplicação total do pipeline logístico á economia.

 

Sofia tem em Laura a  amiga e confidente.Laura é natural duma aldeia de trás da Serra e, tal como a amiga é partidária da vivência segundo a moral conservadora e católica.

Sofia era alta elegante e sexy,Laura  era baixinha e gorducha,ambas eram alunas dedicadas e um pouco marronas.Naturalmente não poderia ser doutra forma no colégio de freiras que ambas frequentavam.

 

Como todas as raparigas da sua geração sonhavam em se licenciarem, iniciarem uma posterior carreira profissional de sucesso numa consultora multinacional de renome e casarem com um qualquer queque da região,encantador q.b.….…católico e terem filhos somente por volta dos quarenta numa de egoísmo estético corporal.

Vivem para e á volta de um grupinho de amigos doentiamente elitista com hábitos e culturas exclusivas, intransponível e incompreensível para todo o não indígena da aldeia.

 

Nesse ano ,o chefe de fila do partido da situação e primeiro ministro em exercício é convidado pelos donos da UE para pau mandado chefe da Comissão e naturalmente não resiste a um convite único do género, foge deixando o governo da Grande Aldeia entregue a um vaidoso bem falante do jet-set bacoco da capital.

O novo primeiro indigitado quer freneticamente deixar a sua marca criando um novo governo em tudo sui géneris.

Pois bem, esse chefe de governo tomou como uma das suas primeiras decisão a descentralização geográfica do  governo formado.Assim, não houve cruzamento ou entroncamento que não tivesse um ministério ou uma secretaria de estado.

Á aldeia onde os Antunes viviam calhou em sorte a secretaria de estado do Ministério das forças policiais e, vá lá saber-se porquê ou talvez não,teve como secretário de estado indigitado nada mais nada menos que o pai de Sofia.

 

O Carlos chega á aldeia sede da secretaria do estado das policias com a ideia fixa de fazer o negócio da sua vida.Obter a exclusividade do fornecimento de chupa chupas para o Ministério das policias.

Apresenta-se na sede da Secretaria e solicita reunião com S. Ex.ª o secretário de estado, sem que para tal tenha pedido previamente audiência.Serve-se dum expediente qualquer que, efectivamente resulta e lhe abre o acesso ao Sr. Antunes.

A sua lata é de tal forma eficaz que naquela mesma noite é convidado de honra ao jantar na casa do politico.

Como a etiqueta manda é apresentado a toda a família Antunes.Quando chega a vez de ser apresentado a Sofia ,há um clique dual que imediatamente se forma.

Durante o jantar comporta-se de modo caricaturalmente bajulador com o politico secretário tentando ganhar as boas graças deste.

Com Sofia faz uso de toda a sua monumental sedução,arte de bem falar sem nada dizer e charme.

Quando questionado sobre as suas origens familiares, diz-se filho do conde da valeta e apresenta instantaneamente, da forma mais natural e desinteressada uma foto de um solar brasonado com  frondífera escadaria  onde se observa o próprio em pose ao lado de um enorme jeco.

Carlos afirma que é a casa de sua Família e que o cão que se observa é o seu canino de eleição para o seu hóbi preferido , a caça ao faison.

Estranho mas uma observação mais pormenorizada daria para ver que o animal tem uma solidez um tanto ou quanto plastificada.

Lábia não falta a este Carlos , tanta que ele próprio parece acreditar genuinamente em tudo que afirma.

 

Sofia tem agora  a idade de trinta e dois anos,duas filhas e um pai falido vitima da crise financeira despoletada pelo mercado imobiliário subprime nos EU do fim da primeira década do século XXI e que, foi  expulso do partido por corrupção passiva.

O marido Carlos vive á custa de expedientes e sem crédito algum no mercado.

Desconhece igualmente o paradeiro da sua amiga Laura.

Sofia sobrevive com uma actividade de trabalho precário fazendo noites num lar de terceira idade.

Dividas infinitas assolam a família obrigando-a a requerer o rendimento de inserção social.

 

Ontem, por volta das vinte e duas está Sofia distraída numa das suas rotinas diárias  na rede social face book de repente recebe um qualquer pedido de amizade.

Como um autómato clíca no aceitar ,o nome que salta é Bernardo.

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por sómaiscincominutos às 20:17

O pós pastorinha

Sexta-feira, 28.02.14

Três dias depois

 

O erro repetiu-se pela milésima vez e uma vez mais.

Vale a pena tentar encontrar a razão para errar constantemente?

Será que é importante dar uma explicação do que verdadeiramente leva a errar assumidamente?

A descompressão que se procurou é efectiva, ou há agora pelo contrário uma sobrepressão que tal como em Chernobil leva ao caos?

E se virmos o erro agora por um ângulo diferenciador não congruente?

Pode abrir-se uma oportunidade de mudar o caminho tortuoso que vinha sendo percorrido e, tudo o que está preso por arames poderá consolidar-se!

E se tudo for consequência da existência de inúmeros mundos ou universos paralelos.

O erro neste é então uma virtude no paralelo?

E se tudo for uma grande tanga?

De qualquer forma não hà Futuro quando o Presente não teve um Passado.

 

Trezentos e sessenta e quatro dias depois

 

Foi um ano perdido?

 

 

 

 

 

 

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por sómaiscincominutos às 23:09


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